Sábado, 23 de Outubro de 2010

Reflexões de banco de beira-rio...

Apesar deste meu desinteresse (pontual?) pela nossa pequena política, pela trica partidária, pelo comentário dos media, pelo escândalo do tabu «heterodoxamente» desfeito… - (quero, doravante, formar a minha vontade em factos e em resultados, sem a pressão das mil e uma opiniões debitadas pelo resto do mundo) - vou acompanhando sumariamente a evolução do país pelo mesmo método por que acompanho o desenvolvimento da high life planetária, que é lendo uma Hola por ano. No caso do país, as coisas acontecem com uma aceleração que é estranha ao pachorrento, conquanto festivo, jet-set, mas, ainda assim, a um ritmo de conforto que não escapa, nos seus detalhes, a um noticiário semanal e, nas linhas gerais, a um mensal. E o balanço que faço de uma «rentrée», que, na sua improdutividade, se mantém «rentrée» desde Setembro, é que me parece, a mim, que o país tem andado a lavrar – talvez deliberadamente - num equívoco sobre artigos definidos e indefinidos, que poderá revelar-se-lhe fatal: a Europa, os mercados e as agências de rating só querem, realmente, que Portugal aprove UM orçamento; é o governo que faz questão de que se aprove O orçamento.

Assin.: Luísa







Agora também no Corta-fitas.





Com os meus agradecimentos: