Nas Janelas Verdes, em demanda de um chá e de um «tête à tête» com o rio…
E a propósito: «Grácil, aparentemente humilde, é esta designação: Janelas Verdes. Uma evocação fugaz do século XVII, uma reminiscência vaga do século de Pombal. Janelas Verdes – por quê? Talvez pelas varandas do que foi o seiscentista Palácio Alvor, e, de há meio século, é o Museu de Arte Antiga. E lá estão, ainda, as janelas verdes, de varões grossos, numa fileira simétrica corrida, dominando os portais armoriados.
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As Janelas Verdes – têm, assim, ressonância lisboeta. Resignada ao urbanismo, esta póvoa nobre e conventual – aceitou o miradouro da Rocha dos Condes de Óbidos e Sabugal, e, mais tarde, o Chafariz, de formosa expressão monumental.
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Nesta Lisboa alucinante no pitoresco das ruas, que cheiram a rosmaninho, o sítio das Janelas Verdes é um Passo de procissão que parou um instantinho a namorar o mar.» (Norberto de Araújo, Legendas de Lisboa)







