Nocturno

11 de Nov de 2009

Diário gráfico




Sopa afrodisíaca de Norman Douglas

Ingredientes (4 pessoas):
- 500 gr. de feijão encarnado
- Osso de presunto
- 1 ramo de salsa
- 1 colher de café de açafrão das Índias
- Sal q.b.
- Mão-cheia de arroz carolino
- Queijo parmesão ralado

Coza os feijões em água salgada com o osso de presunto. Adicione um pouco de salsa picada e uma pitada de açafrão. Quando os feijões estiverem bem cozidos, passe-os por uma peneira, não esquecendo de pôr de parte uns poucos para mais tarde serem acrescentados à sopa. Coloque novamente o caldo ao lume e, quando levantar fervura, adicione uma mão-cheia de arroz e os feijões que sobraram. Quando o arroz estiver cozido, sirva a sopa com queijo parmesão gratinado.

Altamente recomendado.

(Em Receitas Literárias, Vol. III)

9 de Nov de 2009

Noite e dia

PhotobucketPhotobucket


As aulas de guitarra coincidem, no corrente ano lectivo, com um horário tardio, pelo que as minhas deambulações, enquanto espero, se têm feito por uma Lisboa mergulhada na noite. E que mergulho ela faz! Dir-se-ia que desce às camadas oceânicas mais profundas, onde até os peixes andam munidos de «lanternas» próprias ou desenvolvem visões de raio-X, capazes de vencer a opacidade do habitat. Faço, portanto, minhas as palavras da Ana Cláudia Vicente. E com alguma apreensão, não só pelo motivo sério da segurança, como pelo motivo frívolo do meu apetite fotográfico. Lisboa é uma cidade escandalosamente mal iluminada no período nocturno e são vastas as zonas centrais que ficam invisíveis num negrume de breu, como se correspondessem a descampados. É verdade que, na condição de «mulher» muito enrugada, Lisboa tira partido das sombras e a parte velha sai remoçada depois das seis. Mas, em contrapartida, oferece escasso material à contemplação e ao registo. O meu «caixote», que não dispõe – que eu saiba – de filtros adequados à penetração nas escuridões que se instalam ao virar das esquinas, anda frustradíssimo, porque, em cada dez disparos, capta nove «não-imagens» ou rectângulos pretos, vagamente laivados – onde estava uma pessoa, uma árvore, um objecto ou um edifício - de uma mancha cor de antracite. Em tais circunstâncias, dou, naturalmente, por mim, nestes passeios pós-crepusculares, à espreita de focos de claridade com a avidez de quem procura uma luz ao fundo de um túnel. E já não é a primeira vez que me surpreendo a espiar interiores, por enquanto de estabelecimentos comerciais, brevemente de casas particulares. Na ansiosa busca de um alvo, perco o critério e movo-me pelo puro instinto da borboleta. Assim, se o Nocturno sofrer interrupções, não descartem a hipótese de que a borboleta se tenha «queimado» e esteja a pagar, atrás das grades, pelo crime de violação de privacidade.

Em fundo...



Frank Sinatra com Night and Day.

8 de Nov de 2009

Diário gráfico - 1.ª avaliação semestral

(Clicar para aumentar)

7 de Nov de 2009

Na Rua da Misericórdia...

Photobucket

Em fundo...

Al Di Meola com Orange And Blue.

6 de Nov de 2009

Diário gráfico


O medo

O que mais me impressionou no muito que tenho ouvido debater sobre a gripe A foi o apelo de um médico para que se combatesse o medo. Não é a primeira vez que oiço a médicos exortações deste tipo. E embora não saiba se há razões clínicas que as justifiquem, sou-lhes particularmente sensível, porque tenho a percepção de que o medo é, de facto, o sentimento dominante desde há um par de décadas. Sob as maleitas sofisticadamente designadas por «stress» ou «ansiedade», votadas ao lugar cimeiro no rol das doenças do século XXI, está, na minha convicção, esse medo, um medo difuso, por vezes incaracterístico, que se vai transferindo, mórbida e destrutivamente, de umas causas para outras, desde a economia, a saúde e o conforto familiares, à segurança, ao ambiente e ao futuro dos filhos, das espécies, do planeta. Temos medo de tudo um pouco: da pobreza que nos espreita, do desemprego que nos ameaça, do corpo que nos dói, da política que nos esbulha, das estradas que matam e dos aviões que caem, da banditagem na cidade e do terrorismo nas terras vizinhas, do calor, do frio, da chuva, do vento, das ondas e das placas tectónicas... Mas porquê tanto medo? Para mim, a resposta dá pelo nome de informação. Não quer isto dizer que subcreva a tese de que a felicidade e a ignorância são as duas faces da mesma moeda - ainda que seja unânime o reconhecimento de que a felicidade requer alguma dose de alienação. Quer dizer, sim, que tenho as maiores reservas quanto à forma por que a informação nos é transmitida (ou, num certo sentido, quanto à sua qualidade). Invoco, a título de exemplo, os «media»: não só regateiam as boas notícias – lamento que, no meu conceito, a assinatura do tratado de Lisboa pelo presidente checo não entronque na categoria – como arremessam contra nós as suas canhonadas envoltas numa fumaça de sensacionalismo catastrófico, densa e pesada como o mais denso e pesado dos nevoeiros, cujas sombras negras logo sugerem vultos de monstros, esqueletos e fantasmas. Não há sobriedade, nem delicadeza na exposição dos factos. Há espectáculo. E o espectáculo exacerba as emoções humanas como nenhuma realidade. A vida, minada por este continuum de crime e desgraça, vive-se em permanente sobressalto. E já os dias luminosos perdem o brilho na certeza da sua excepcionalidade. Quanto a mim, entrei em cruzada contra o medo. E vou vencê-lo! Se não conseguir enfrentá-lo com coragem, trato de lhe fugir a sete pés, pois, pelos meus cálculos, o medo do medo deve anular o medo...

5 de Nov de 2009

A Lua, do Carmo...

Photobucket

Em fundo...

Clair de Lune de Debussy.

4 de Nov de 2009

Diário gráfico





[...]

Mais moi, sous chaque jour courbant plus bas ma tête,
Je passe, et, refroidi sous ce soleil joyeux,
Je m'en irai bientôt, au milieu de la fête,
Sans que rien manque au monde, immense et radieux !

(Victor Hugo, Le soleil s'est couché ce soir dans les nuées)

3 de Nov de 2009

Mais coisas de família

Sabia que tinha um Avô republicano. Um Avô que, voluntária e briosamente, marchou pelos campos entrincheirados da Flandres, como abnegada e honestamente exerceu o poder concelhio no tempo da «outra senhora». O que não sabia - embora pareça ser a única que não reteve memória desse dado – é que também tive um Avô monárquico de fortíssimas convicções. Um Avô que, cumprindo o serviço militar na altura da implantação da República, recusou pronunciar o juramento de bandeira em prol do novo regime, sob o argumento de que, juramento, só fazia um e já o prestara perante o rei deposto; e que, por tal motivo, abalou para o Brasil, onde veio a conhecer a minha Avó e a conceber uma descendência nascida dos lados de lá e de cá do Atlântico em rigorosa alternância. Tenho reduzida informação sobre este meu Avô paterno, de que recordo, não obstante, a figura frágil, o bigode farfalhudo e a expressão bondosa e discretíssima. E tenho ideia de que protagonizava uma história – com o sabor fantasioso das lendas – familiarmente apontada como prova provada de que somos de uma estirpe pouco bafejada pela intuição para o negócio e votada, por conseguinte, a uma existência modesta. Rezava essa «lenda» que, durante a sua permanência no Brasil, o meu Avô teria sido sondado para a aquisição, por uma bagatela, de uns terrenos na zona então desinteressante e praticamente baldia de Copacabana, incluindo, segundo a mesma «lenda», a longa faixa arenosa. Mas a proposta não teria colhido a sua atenção, preferindo o meu Avô investir as economias na compra, em solo pátrio, de um pequeno estabelecimento comercial, onde, nas décadas subsequentes e até à sua reforma, foi dando largas à entranhada vocação para o manuseamento de drogas e a preparação de mezinhas, que o fizera, anos antes, licenciar-se na especialidade farmacêutica. Ainda me lembro de uns pós da sua criação, que aliviavam, milagrosamente, as minhas dores de barriga infantis. Uns pós que, naturalmente, não o enriqueceram a ele, nem nos enriqueceram a nós. Mas nos areais de Copacabana não teríamos, tão pouco, achado o pote de ouro, porque o destino das famílias, como o das pessoas, está escrito nas estrelas, o nosso sendo de «pobretes, mas alegretes». Estou absolutamente segura de que a opção milionária brasileira, tivesse o meu Avô apostado nela, teria imediatamente sucumbido à crise de 29.

2 de Nov de 2009

Na Rua Augusta...

Photobucket

Em fundo...

Bill Evans com B Minor Waltz (For Ellaine).

1 de Nov de 2009

Cantinho de opinião

Na Rua do Carmo...

Os duelos na blogosfera travam-se com três armas: o argumento, o insulto e o reparo gramatical. O primeiro recomenda-se, porque confronta os oponentes em igualdade de condições. Os outros dois são mesquinhos e mesmo cobardes, porque fazem por apanhar a contraparte à traição. Mas, sobretudo, são obviamente deselegantes.

31 de Out de 2009

Coisas de família

Alguém se questionava, num texto interessantíssimo que reli há dias, se estaria, com o tempo, a ficar parecido com o seu pai. Há quem diga que é uma inevitabilidade; que a passagem dos anos aviva as linhas do código genético indelevelmente impresso no papel que somos, e que a experiência social apenas amarelece. «Blood is thicker than water», até no sentido do que primordialmente nos define, nos planos físico e moral. Pois eu, sobre o meu Pai, não me questiono. As parecenças são demasiado flagrantes. E se as nossas relações não foram pacíficas, nunca deixei de o sentir dentro de mim – e por isso, atrevo-me a acrescentar, de o compreender (embora não de o aceitar) como ninguém; e de ter consciência da injustiça que lhe fazia, ao insurgir-me contra a sua irascibilidade e o seu impulso dominador com iguais irascibilidade e impulso dominador, desvalorizando a sua sensibilidade, por vezes envergonhada, mas genuinamente atenta aos outros… contanto que próximos. Somos a mesma massa, literalmente falando, ou o mesmo mecanismo. Já sobre a minha Mãe, a questão não é líquida. Nunca dois temperamentos se revelaram tão distintos e imiscíveis. Razão por que o convívio tem sido liso como a superfície de um lago, evitando mergulhar nas águas fundas, onde enfrentaria riscos não compensados pela descoberta de afinidades. No entanto, curiosamente, há coisas em que julgo estar a aproximar-me dela. Diria que convergimos na direcção do seu pragmatismo básico, que sempre lhe amarrou os pés à terra, estreitando, paulatinamente, a veia do sonho e deslassando o nervo da afirmação pessoal. Noto, em mim, inequívocos sintomas daquela sua espécie de cedência comodista (ou medrosa) de tudo ou quase tudo por uma harmonia, aparente que seja, por um viver habitual e docemente; daquela sua resignação, que não é desiludida ou desalentada, mas religiosa - assentando, no caso dela, na fé num determinismo divino; partindo, no meu, da convicção afim de que os caminhos se escolhem (quando há escolha) na primeira metade da vida e são irreversíveis na segunda. Se calhar, é capaz de valer a pena tentar, um dia destes, mergulhar no lago, perturbar, ao de leve, a harmonia das suas águas paradas e procurar o nosso ponto de encontro… Embora esteja com medo (ou será comodismo?) de não o encontrar.

30 de Out de 2009

Diário gráfico


Tímido ensaio com cor. (......) E o cor-de-rosa da Patti.

Contributos para uma noção de consciência moral

«Voyez-vous, lorsqu’on a trop réussi sa vie,
On sent, - n’ayant rien fait, mon Dieu, de vraiment mal ! –
Mille petits dégoûts de soi, dont le total
Ne fait pas un remords mais une gêne obscure».


(Edmond Rostand, Cyrano de Bergerac)

Em fundo...

Lloyd Cole com Man Enough.

28 de Out de 2009

No Largo de Santo António da Sé...

Photobucket

Em fundo...

Nocturno no.1 de Chopin por Claudio Arrau.

27 de Out de 2009

XVIII Governo

O Governo lá tomou posse. O mesmo, no essencial, que há cinco anos orienta os destinos do país com convicções avulsas e competências menores. A comprová-lo, a circunstância do seu melhor ministro ser considerado, na comparação europeia, o pior da sua especialidade. A comprová-lo, também, a circunstância de Portugal ter descido em todas as escalas internacionais de aferição do grau de desenvolvimento e da qualidade da democracia - aqui, de novo, na comparação com países que conheceram e sofreram a crise, como nós. Deste Executivo espero exactamente o que esperava do anterior: o favorecimento de uma clientela própria, mal disfarçado sob um investimento pesado em projectos ditos dinamizadores da economia, mas ruinosos para o Estado e provavelmente redundantes, ou condenados ao futuro de uns quantos estádios de futebol edificados nos idos do Euro. Não espero mais. Quando se anuncia como grande prioridade a avaliação dos professores – como leio nas parangonas do Expresso – está tudo dito. Não se trata, evidentemente, de valorizar a Educação; não se trata de reforçar a autoridade docente; não se trata de aperfeiçoar os programas; não se trata de promover um ensino exigente; não se trata de dar conteúdo útil a um décimo segundo ano (agora inserido na escolaridade obrigatória), que pouco mais é do que um verbo-de-encher, destrutivo dos já precários hábitos de trabalho dos alunos; não se trata, em suma, de atacar a substância das coisas… Trata-se, sim, de avaliar os professores, uma questão meramente formal, altamente burocrática e condenada ao insucesso, cujo empolamento, no arranque de um segundo mandato, sugere a intenção de reatar uma guerra, de que apenas se perdeu a primeira batalha. Embora a provocação pareça contraditória com a entrega da pasta a uma personagem tida por apaziguadora, agita-se a luva, desperta-se o receio de que roce ou esbofeteie a face do professorado, inscreve-se o duelo no quadro das hipóteses, fomenta-se a especulação, mantém-se o processo em banho-maria – não vá faltar pretexto para alguma golpada política - e entretém-se o povo com este jogo de expectativas e «faits-divers», que o alheiam do jogo sério, aquele que revelaria, nas suas verdadeiras dimensão e gravidade, a situação do país e a inoperância governamental (para não falar na batota). Para além da avaliação dos professores e de um ou outro «caso» com que possam entulhar-se os «sulcos» da nossa vida pública, prevejo que a notícia seja controlada e escassa. E a «silly season» progressivamente alargada a todas as estações. De certo modo, não o lamento. Começo a preferir saber da descoberta de um cogumelo gigante em não sei que região pastoril, ou do sucesso do quiosque da tia Joaquina em não sei que capital de distrito, ou da sessão de degustação de vinhos em não sei que sociedade recreativa, ou do festival de doçaria de ali e da feira gastronómica de acolá, e deixar que «com pão e com bolos» tolamente me enganem, do que tomar consciência aguda da minha absoluta impotência democrática.

26 de Out de 2009

Diário gráfico












Il est une liqueur, au poëte plus chère,
Qui manquait à Virgile, et qu'adorait Voltaire ;
C'est toi, divin café, dont l'aimable liqueur
Sans altérer la tête épanouit le coeur.

[...]

(Jacques Delille, Le café)

25 de Out de 2009

Mudança da hora

Pensei que podia beneficiar, esta noite, de uma hora extra de descanso. Mas não. Deixei-me emaranhar nas pesquisas de um novo sistema de «postagem» de som, que me poupasse ao processo de conversão do formato MP4 para o MP3 e me facultasse a colocação no blogue de todas as «minhas» músicas – os programas até agora utilizados não aceitavam o «upload» de alguns ficheiros, sabe Deus porquê –, perdi a noção do tempo e recolhi quando batiam as seis. Sinto-me, portanto, vagamente entorpecida, pouco segura do soalho que piso e não dou conta da menor agitação de cariz neuronial. Mesmo assim, não tendo gozado os sessenta minutos adicionais de preguiça, acolhi com satisfação, como acolho sempre, a mudança da hora do Outono. E nem quero saber se importa, como dizem, um pernicioso acréscimo de gastos energéticos relativamente à alternativa (que seria manter o horário de Verão nas restantes estações). Para mim, há outras considerações a ter. E nada se me afigura tão contrário ao ritmo biológico humano – ou tão atentatório contra a natureza das coisas – como acordar pela manhã com noite escura e adormecer ao serão com dia claro. Como nada se me afigura menos aconchegante do que bater o Chiado ao fim da tarde sob a brasa zenital do astro-rei. O sol nocturno não faz sentido nas regiões meridionais que bordejam os trópicos: não é estimulante, não é inspirador, e propõe um convite irresistível à noitada, que, em países que já não têm, no clima, um amigo do trabalho, esmorece ainda mais o impulso produtivo e arruína a jornada laboral que segue. Ora vejam como, sob os efeitos de uma noitada, este meu «post» está desinspirado e resumidinho. É que nem com dois «espressos intensos»!…

24 de Out de 2009

Do Miradouro do Monte Agudo...

Photobucket

Em fundo...

Ida Sand com Ventura Highway.

23 de Out de 2009

Diário gráfico









A rosa de há uma semana está a murchar. Por isso, ponho-a aqui, onde não murcha mais.

22 de Out de 2009

Fotografia e Arte

Vi, há dias, aqui questionado se a Fotografia é Arte. Tenho a mesma dúvida e admito que por pura ignorância do que por aí se cria na disciplina. Mas devo confessar que, ainda que o conhecimento abundasse, teria de superar, também, a minha extrema dificuldade em identificar Arte na produção «artística» ou «pictórica» do último meio século. Tenho algumas noções estéticas, mas o evidente corte com os cânones clássicos confunde-me e não consigo ver o «sublime» se não mo apontam a dedo. Acresce, no caso da Fotografia, que pode ser encarada como mera reprodução da natureza - como o era, é verdade, a Pintura de outros tempos, que contava, no entanto, com a valorização de uma mestria técnica só ao alcance de raras mãos. Esta minimização será, talvez, o motivo por que, por um tom inovador, vanguardista, chocante, exótico ou excêntrico, julgado essencial à consagração artística, se cometem excessos nos conteúdos e na forma, que não tocam a minha sensibilidade, me cegam ao talento e só reforçam cepticismos. A dúvida - que é, portanto, a de saber se há, e qual é, a fronteira da Arte na Fotografia - não significa que não tenha imenso prazer em ver fotografias de pessoas, de acontecimentos, de lugares ou do National Geographic: uma imagem vale por mil palavras. E não significa, tão pouco, que não haja fotografias que me deslumbram pela expressão e pela beleza do que captaram ou souberam realçar.

Adenda editorial: quanto a mim, não fotografo à procura de nenhum apuramento ou realização artísticos, mas por motivos infinitamente prosaicos. Não gosto de passear sozinha. Mas os factos da vida obrigam-me, em certos dias da semana, a umas horas de espera e recomendam-me que as preencha com caminhadas enérgicas. Ora sucede que, com o meu «caixote» disfarçado na mão, não sinto a solidão. Parece que levo comigo um segundo olhar, com que posso partilhar as surpresas e as emoções que Lisboa nos reserva ao dobrar de… algumas esquinas. É uma companhia silenciosa, mas atenta e compreensiva; tem as minhas preferências; marcha ao meu ritmo... Não é uma excelente companhia?

Em fundo...

Sara Tavares com Só d’Imagina.

21 de Out de 2009

Diário gráfico






No aprofundamento dos estudos «artísticos» há pouco iniciados, estreio a nova rubrica «Diário gráfico» desenhando esta singela homenagem ao meu fiel e muito querido «caixote».

(Nota: não inscrevi o nome da marca por naturais pruridos publicitários).

Assin.: Luísa


Agora juntando também um sopro fraco mas entusiasmado às Brisas, Nortadas e Furacões da Porta do Vento.


Com os meus agradecimentos:



- Carlos: Photobucket - Fugi e GJ: Photobucket; - Cristina: Photobucket ; - Si e Sizinha: Photobucket e Photobucket; - Luar: Photobucket ; - GJ: Photobucket